#14 – Pra Curtir Mais um Pouco
Fevereiro 25, 2009
Você já se pegou rindo da Praça é Nossa, da Zorra Total ou da Escolinha do Barulho? Nunca? É… Eu também não. Então, você supôs que esse post é obviamente contra esses programas de merda, certo?
ERRADO!
Eu vou fazer o que nenhum homem, exceto Denis Carvalho, jamais fez: Defender Zorra, Praça e Magal.
O Problema não é o humor deles, é nosso imediatismo.
Quando alguém tira a azeitona da oliveira, o cara pega e come? Não! O que ele faz? Pega, enfia num tambor com água e sal (acho que é isso), e espera seis meses, ou até um ano!
Quando a gente assiste a esses programas fica logo bravo porque não conseguiu rir. Mas não é pra rir! Assim como as azeitonas e o uísque, os programas humorísticos brasileiros são para se aproveitar ao longo da vida. O que eles mostram lá, é apenas um conceito de situação para usar o bordão do personagem. Assim como as roupas dos desfiles mostram só as tendências das épocas, as piadas e os quadros desses programas só lançam bordões que devem ser usados com sabedoria.
Vamos aos exemplos:
Lady Keite (espero que seja assim), chega em uma festa glamourosa, discute com alguém rico que reclama de alguma coisa, ela logo se revela proprietaria de tudo lá e dá um chilique para defender seu amigo Salsichão. No meio da discussão ela põe todos pra correr, faz as coisas do jeito dela e diz: “Que que foi? Tô pagaaaaando!”
SEM GRAÇA
Você compra um hamburguer no McDonald’s, e de repente você vê que esqueceram de te dar um catchup. Você levanta decido a fazer um escarcéu. Teu amigo te segura pelo braço e diz: “Calma, cara… Vai reclamar por um catchup?”. Você responde: “Que que foi? Tô pagaaaaando!”
ENGRAÇADO
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Carlos Alberto de Nóbrega está em seu banco e a câmera vira para Buiú, que trabalha em uma banca de jornal ou algo assim. Buiú, sempre serelepe, escuta a conversa de dois amigos.
Cara 1: E aí, como está sua mulher?
Cara 2: Bem, bem. E a sua?
Cara 1: Ah, sempre bem. Viajando por aí. Sabe como é, chegou aos 30 quis se descobrir… Rodar pelo mundo. Disse que volta esse mês mesmo.
Cara 2: Ah, que legal.
Câmera dá um close em buiú que diz: Traduzindo: Largou o marido.
SEM-GRAÇA
Você e seu amigo conversam. Ele conta de algum outro amigo de vocês.
Seu amigo: Pô, cê viu que o Paulinho largou a mina dele?
Você: Sério? Por quê?
Seu amigo: Ele disse que é porque ela segurava muito ele, e ele curte sair a noite com os amigos pra pegar mulher e tal.
Você: Sei… Traduzindo: Virou viado!*
ENGRAÇADO
*É crucial que nesse momento você imagine o close.
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Na escolinha, após o professor dar um zero pro Seu Eugênio, ele diz: “Eu vou botar seu nome na boca do sapo!!”
SEM-GRAÇA
Você, após ser zoado por alguém, na roda de amigos, levanta, põe o dedo na cara dele e diz: “Eu vou botar seu nome na boca do sapo!!”
ENGRAÇADO
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Esse conceito se aplica a todos, TODOS, os personagens desses humorísticos.
Fikdik: Seu Saraiva é um dos melhores em referências.
Ouvindo: Uncle Kyle Says – Little Wings. =)
expectorante tem q vira pop!
mto foda
só tu mesmo pra fazer essas análises ahuhaa
SEU SARAAAAAIVA!
HAUSHAUSHAUSHAUSHA
égua, marcelo, estava com saudades daqui
haha.
Tu és o cara mais original que eu conheço (aqui em Manaus tem uns que “querem ser”).
Se muda pra cá, escreve pros jornais daqui, vai chover mulher, haha (nada a ver)
realmente, quem pensa em escrever sobre as “comédias” estilo zorra e praça nesse estilo
Enfim, eu imaginei o close, antes de ler que seria crucial essa imagem mental.
Abraaço ;D