Você já se pegou rindo da Praça é Nossa, da Zorra Total ou da Escolinha do Barulho? Nunca? É… Eu também não. Então, você supôs que esse post é obviamente contra esses programas de merda, certo?

ERRADO!

Eu vou fazer o que nenhum homem, exceto Denis Carvalho, jamais fez: Defender Zorra, Praça e Magal. 

O Problema não é o humor deles, é nosso imediatismo.

Quando alguém tira a azeitona da oliveira, o cara pega e come? Não! O que ele faz? Pega, enfia num tambor com água e sal (acho que é isso), e espera seis meses, ou até um ano!
Quando a gente assiste a esses programas fica logo bravo porque não conseguiu rir. Mas não é pra rir! Assim como as azeitonas e o uísque, os programas humorísticos brasileiros são para se aproveitar ao longo da vida. O que eles mostram lá, é apenas um conceito de situação para usar o bordão do personagem. Assim como as roupas dos desfiles mostram só as tendências das épocas, as piadas e os quadros desses programas só lançam bordões que devem ser usados com sabedoria.

Vamos aos exemplos:

Lady Keite (espero que seja assim), chega em uma festa glamourosa, discute com alguém rico que reclama de alguma coisa, ela logo se revela proprietaria de tudo lá e dá um chilique para defender seu amigo Salsichão. No meio da discussão ela põe todos pra correr, faz as coisas do jeito dela e diz: “Que que foi? Tô pagaaaaando!”
SEM GRAÇA

Você compra um hamburguer no McDonald’s, e de repente você vê que esqueceram de te dar um catchup. Você levanta decido a fazer um escarcéu. Teu amigo te segura pelo braço e diz: “Calma, cara… Vai reclamar por um catchup?”. Você responde: “Que que foi? Tô pagaaaaando!”
ENGRAÇADO

——–

Carlos Alberto de Nóbrega está em seu banco e a câmera vira para Buiú, que trabalha em uma banca de jornal ou algo assim. Buiú, sempre serelepe, escuta a conversa de dois amigos.
Cara 1: E aí, como está sua mulher?
Cara 2: Bem, bem. E a sua?
Cara 1: Ah, sempre bem. Viajando por aí. Sabe como é, chegou aos 30 quis se descobrir… Rodar pelo mundo. Disse que volta esse mês mesmo.
Cara 2: Ah, que legal.

Câmera dá um close em buiú que diz: Traduzindo: Largou o marido.
SEM-GRAÇA

Você e seu amigo conversam. Ele conta de algum outro amigo de vocês.
Seu amigo: Pô, cê viu que o Paulinho largou a mina dele?
Você: Sério? Por quê?
Seu amigo: Ele disse que é porque ela segurava muito ele, e ele curte sair a noite com os amigos pra pegar mulher e tal.
Você: Sei… Traduzindo: Virou viado!*
ENGRAÇADO

*É crucial que nesse momento você imagine o close.

————–

Na escolinha, após o professor dar um zero pro Seu Eugênio, ele diz: “Eu vou botar seu nome na boca do sapo!!”
SEM-GRAÇA

Você, após ser zoado por alguém, na roda de amigos, levanta, põe o dedo na cara dele e diz: “Eu vou botar seu nome na boca do sapo!!”
ENGRAÇADO

———

Esse conceito se aplica a todos, TODOS, os personagens desses humorísticos.

Fikdik: Seu Saraiva é um dos melhores em referências.

Ouvindo: Uncle Kyle Says – Little Wings. =)

Dizem por aí (não vou dizer quem foi, porque não sou fofoqueiro, mas foi alguém de Viena) que Mozart começou a tocar cravo aos 3 anos. Não bastasse isso, compôs as primeiras músicas aos cinco aninhos - idade da Maísa, ou quase isso. Quando tinha 7 anos, ao invés de ver Power Rangers, já tinha feito quatro sonatas. Com 11 anos, idade que você curtia Pokémon, ele já compunha óperas. Com 16, idade que você ficou feliz por poder assistir filmes do Steven Seagal no cinema, ele já tinha mais de 130 obras compostas. Daí sua vida seguiu com igual rapidez até que morreu aos 35 anos.
Não é estranho alguém ser tão adiantadinho e viver tão pouco? Simples. Mozart não era um cara. Era uma Zebra.
As Zebras vivem em média de 30 a 35 anos, e, como quase todo animal, cresce, reproduz e morre mais rápido que um humano.

Talvez você ache triste o fato de um grande compositor ser uma Zebra. Mas a verdade é que ele não estava nem aí. Afinal, Beethoven era um cachorro São Bernardo.

Everybody Hates Chris (Uma série que deveria existir)

Johann Christian Bach, ou simplesmente Chris, é obrigado a viver em um perigoso bairro de Leipzig com seus irmãos (todos Johann-alguma-coisa) e seus pais, Johann Sebastian e Anna. Apesar das dificuldades, eles são uma família feliz. O uníco infortúnio de Chris é ter de cuidar de seus irmãos enquanto seu pai trabalha em seus dois empregos (professor de música e compositor barroco).

Apresentação:

O status de cult e trash nunca foi uma coisa muito padronizada em termos de cinema. Por exemplo, você pode dizer que um filme do Ernest é trash, mas nunca que ele é cult. Agora, Evil Dead, você pode dizer que é trash? Pode. E pode dizer que é cult? Pode. Seguindo esse pensamento Clebermachadiano, descobrimos que um filme cult, pode ser tão trash que virou cult. Agora, e se você não tiver tanto sangue artificial, maquiagem bizarra ou o Bruce Campbell pra fazer um filme trash-cult? Simples! Faça um filme cult!*

#1 – A Idéia

Seguinte, pra você fazer um filme, mesmo que seja do Vin Diesel, você não precisa de idéias. Já pra fazer um filme cult (ou pseudo-cult, se preferir), você precisa. Então, aí vão as principais categorias:

1 – Filosófico: Um homem sai para comprar um pãozinho e vê um mendigo ser atropelado. Quando vai resgatar o mendigo, vê que ele e o tal morador de rua são muito parecidos. O mendigo morre, e ele começa a ir na padaria e discutir com o padeiro sobre a brevidade da vida regularmente, até que encontra uma mulher surda-muda que altera para sempre sua maneira de ver as coisas, e assim ele descobre que a vida pode ser vivida intensamente, apesar das dificuldades.

2 – Político: Um homem branco, fã de Frank Sinatra vai comprar pão numa padaria onde todos são clones de James Brown, e justo durante os distúrbios de LA.

3 – Perturbador: Uma garota é vai comprar pão, e é atendida por um Gato de Pelúcia chamado Alabama Williams,  que a convida insistentemente pra conhecer seu “baú mágico de aniversário”. Ela sempre recusa, mas após ver uma foto escrita “Fonzie Rocks”, decide aceitar o convite do gato. Ela abre o tal baú, grita em câmera lenta e aparecem duas irmãs gêmeas de ponta-cabeça recitando um trecho do poema “O Captain! my Captain!” De Walt Whitman. E assim acaba.

4 – Polêmico: Homem sai para comprar pão para tomar um bom café da manhã com sua esposa, que é uma garota de 8 anos.

Com algumas dessas idéias, você já pode começar a esboçar o roteiro de seu filme. Eu ficarei com algo semelhante à idéia número um.

#2 – O Título

Antes de escrever o roteiro você precisa de um título.

-Ué! Mas o título não vem depois do roteiro?

Não! Por uma simples razão: Se ele vier depois, ele fará sentido.

Procure um título sonoro, e que não tenha muita relação com o seu roteiro. Deixe o menos óbvio possível. Eu por exemplo, escolhi “Tanatologia”. Significa “coisa relacionada à morte”, ou “tratado sobre morte”. Ou seja, agora meu filme tem que ser o menos relacionado à morte possível.

#3 – A Abertura

Se você vai fazer a abertura de seu filme, não se esqueça: O título aparecer no meio da cena, ou com os créditos, não é cult! Faça algo mais descolado. Para isso você precisa de três coisas:

1: Uma imagem aleatória.

2: Uma fonte simples do Word.

3: Uma música clássica.

Para encerrar o primeiro capítulo do Manual, deixo aqui uma amostra de como isso pode ser feito.

No próximo capítulo: Construindo o personagem.

*A Idéia de fazer um filme cult desse manual não se aplica a todos os cult movies, apenas àqueles que você pergunta: Como diabos essa merda ganhou aquele prêmio?

#11 – Jogando no Ataque

Outubro 15, 2008

Eu acho campanhas políticas interessantíssimas. No primeiro turno, todo mundo ri daqueles candidatos com propagandas ridículas que mais parecem esquetes de algum humorístico. Aí, passam as eleições e ficam só dois candidatos ao cargo máximo da rodada, no caso, a prefeitura. Daí parece que os candidatos grandões também surtam e fazem coisas que ninguém entende.

Aqui em São Paulo, a Marta deu uma dessas. Do nada, ela lançou uma propaganda que insinua que Kassab seja homossexual, que é essa aí embaixo.

 

 OK. Kassab disse que não é. Mas vamos esquecer isso e pensar em outra coisa. Não era Marta que saía nas Paradas Gays (é esse o plural de Parada Gay?) por aí defendendo os direitos dos gays, o casamento gay e a PL da Homofobia? Ué, então quer dizer que os gays podem casar mas não governar uma cidade. Hmmm.  Se bem que ela só questiona se ele é casado e tem filhos. Talvez, se ele fosse casado com o Arnold Schwarzenegger e tivesse um filho, devido ao tratamento do Dr. Danny DeVito ele estivesse apto pra governar a cidade, não é?

E o pior é que em matéria de vida pessoal, Marta não deveria se orgulhar tanto assim. O primeiro marido dela é um dos caras mais pirados do Universo conhecido, junto com Christopher Lloyd (apesar de ser muito bacana, como Christopher Lloyd). O segundo é argentino, o que futebolísticamente é inviável, ainda mais para uma pessoa pública – mas isso a gente releva. Agora seus filhos são os Brother of Brazil, uma dupla que só tem uma música e um programa na Rede TV!, a rede que mais cresce no Brasil. Ora, se Kassab tem alguma coisa a esconder, Marta tem muito mais. Ou será que eu vou ter de mostrar uma cópia de “Uma Escola Atrapalhada”?

Fikdik: http://www.myspace.com/shapesandsizes ;D
Ouvindo:
Shapes and Sizes – Alone/Alive

Você sabe como se cria um nome da música? Através da soma. Isso mesmo, da soma! Se não acredita, olhe uns exemplos:

Nando Reis

 

Tom Kaulitz (Tokio Hotel)

Gerard Way (My Chemical Romance)

 

Nelson Ned

 

Logo vem mais…


Fikdik:
Pra quem nunca viu, procure os esquetes de Whitest Kids U Know, no Youtube mesmo.

Ouvindo: Vampire Weekend – Cape Cod Kwassa Kwassa

#9 – Cultura Popular

Outubro 1, 2008

A gente fica por aí reclamando que o povo é burro, que o povo só gosta de coisa ruim, que o povo não lê e coisa e tal. Pô! Claro! Sabe por quê? Porque ninguém une o útil ao agradável! Você pega uma pessoa que só ouviu Calypso a vida toda e quer ensiná-la a ouvir Hermeto Pascoal? A pessoa não está preparada. 
Ah, então vamos deixar todo mundo afogado nesses subprodutos culturais capitalistas? Não!

Então, o que fazer?
Simples: Juntar uma coisa supermaneira e descolada com uma coisa muito inteligente.

Passo a passo:

O que é uma coisa muito legal que todo mundo gosta?
Uma Boy Band. Com todas aquelas pessoas descoladas dançando, e sempre tem o Bom, o Mau e o Gay. 

E o que é algo muito inteligente?
Teatro e poesia por exemplo, são coisas bem inteligente, pra começar. Um grande dramaturgo e poeta? Que tal Brecht?

O que dá pra fazer com isso?
Os Brechtstreet Boys.

No que consiste?
Musicar as mensagens das peças e poesias de Brecht com um ritmo pop e as dramatizações sendo feitas com coreografias que no final, ao invés de dizer “que profunda análise do ser humano”, você dirá: “maaaneeeiro”.

Trecho de “O Analfabeto Político”, de Brecht

 ”O pior analfabeto é o analfabeto político. 
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. 
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, 
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio 
dependem das decisões políticas. 
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia 
a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, 
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, 
pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.” 

Trecho de “Política é o Maior Barato”, de Brechtstreet Boys

A pior coisa é o analfa po-lí-ti-co!
Ele não sabe nada! Não tem senso crítico! (Aponta para a cabeça)
Não sabe que o preço do comprimido e do feijão (Levam a mão a boca)
São decididos na hora da eleiçãããã-ããão! (Pulo)
Ele fica todo cheio, fala com o peito estufado (mão no peito)
(Apenas uma voz) Não curto política! Me mantenho isolado!
Mal sabe ele que se amanhã for assaltado (representam arma com a mão)
A culpa é dele! Quem mandou ser alienado? (Explosão/Pose final)

Tomara que alguém compre essa idéia.

Fikdik: http://br.youtube.com/watch?v=D1e3rNNm3_c
Um dos vídeos mais absurdamente trash e engraçados do Youtube.

Ouvindo:  Sabine Holler – Heart’s Blood Ink

Pô! Nem tem como postar sobre outra coisa. O show foi incrível do começo ao fim! Shout Out Louds é a banda mais dançante do mundo e depois chegam Peter Bjorn and John pra acabar de vez a noite! Os caras deram um showzaço, nem tenho palavras pra dizer o quão legal. E o lugar era bacana, cheio de gente bacana, e pudemos cantar o refrão de Young Folks e, como se não bastasse, ele ainda deixou o público cantar o “I’m gonna give you a try”, da música Objects of My Affection. A hora que começou a introdução dessa música eu não acreditei! Ahhh! E o Peter cantou “Taja Mahal”, enquanto o pessoal fazia um “tchutchurururu”. Não dá pra postar essas coisas aqui! É indescrítivel. Tomara que eles voltem.

#7 – 9 Coisas da Nota de 10

Setembro 20, 2008

Todos esses personagens da nota de dez reais de plástico (Nota de Plástico, onde está você?!), não estão por aí acaso. Essas pessoas representam culturas e classes. É sério. Acompanhem pela numeração.

1 – Os Índios: Ah, os índios. Eles são bem indígenas nessas foto, né? Essa imagem é da galera saudosistas que ainda lembra dos tempos dos índios de cocar (?) e tal. Digamos que é o índio de 1500-1900, antes da Nike e antes do Villas-Boas. 

2- A Mulher: A mulher é a representação da igualdade dos sexos no Brasil. Foi aplicada lá pelo projeto de lei “Cadê a mulher na Nota de 10?”, de alguma Deputada ou seja lá quem faz essas leis. Talvez seja aquela que Clodovil chamou de feia, e talvez a mulher da nota seja ela em seus 20 anos.

3 – O Camponês Peruano: Um exemplo claro do desrespeito das divisas. Todo mundo sabe que tem um monte de brasileiro da banda de lá, como tem de outros povos na banda de cá. Esse peruano estava plantando e o censo chegou e disse: Que pasa? E ele: Hã? E o censo: Flash!

4 – O Senhor Negro Sábio: Quem lia Chico Bento sabe que tinha um senhor parecidíssimo com esse aí. Ele que advertiu Chico que se passasse por debaixo do Arco-Íris, virava mulher. E não é que aconteceu? Ahhh! Essa sabedoria popular sempre faz efeito, não é mesmo?

5 – Menino Branco & Menino Negro:  Alguns dizem que são João Paulo & Daniel quando crianças, eu digo que não. É claro que eles vão formar uma dupla “caipira” um dia, e depois vão gravar música brega que chamarão de romântica, mas são outras crianças. Essa foto é aquele lance que tem em todo evento internacional de “ah, põe aí uma mensagem contra o preconceito”. Pena que é sempre a mesma mensagem.

6 – A Criança Esperta: Essa é aquela criança brasileira, adorável, que mete a bica na mãe quando ninguém está olhando. Olha cara dela de criança da Supernanny. Mas lembre-se que só o Brasil te possibilita uma coisa: Se sua filhinha maluca for corrigida a tempo, pode virar Maisa.

7 – Edson Celulari: Não sei o que ele está fazendo aqui. Acho que queriam pôr alguém que já pegou a Cláudia Raia, mas ia ser constrangedor demais pôr o Frota. Aí botaram ele. Claro que ele também fez muitas novelas tipo… Tipo…

8 – O Pai da Guatemala y Su Hija:  Mais gente de outro país figurando na nota. Esse deve ser daqueles presos políticos, que escapam de uma ilha muito tosca e atrasada e acabam aportando no Brasil achando que aqui é igual mostram nos filmes da Carmen Miranda. Como não deu pra pôr a família toda no barco, veio ele e a filha.

9 – Brasil: Um País de Todos. 

Fikdik: Troco uma nota de papel por uma de plástico, se alguém tiver.

Ouvindo: Luiz Tatit e Susana Salles – As Sílabas

#6 – Ponha na geladeira

Setembro 13, 2008

Ontem, no debate, Marta disse que em uma de suas visitas à uma comunidade aí, ela viu uma senhora dizer que havia marcado uma consulta, mas só havia disponibilidade para janeiro de 2010. O que mais preocupa, talvez, não seja o “caos da saúde pública” (fazendo minhas as palavras de Datena), mas o fato da tal senhora poder esquecer que tinha uma consulta quando o dia chegar. Imagina a cena, ela lá na cozinha, pensando: “Mas o que eu tinha pra hoje? Ah, meu Deus! A consulta!”
Aí a tiazinha volta pro tal posto e vai remarcar a consulta.
O médico olha pra ela e diz: “Agora só pra copa.”
“Então é em Julho. A copa é esse ano!”
“Não, senhora. Pra Copa de 2014.”
“Mas até lá eu já morri.”
“Mas se a senhora já tem o diagnóstico, por que vem aqui?”
O Médico põe as mãos na cintura, com um olhar sarcástico e com uma prancheta na mão direita. A velhinha segura o riso, os pacientes aplaudem e riem e as cortinas se fecham.

PS: Hoje eu vi um cara maluco, ou doidodescendente, como pede o politicamente correto. Eu tava voltando da faculdade e na hora que passei pelo cara, ele deu 5 passos pra trás e depois voltou. Tava com roupa de safári, além de meia social com tênis. O legal desses loucos é que eles nunca são loucos pela metade.

Fikdik: Huff! Um dos seriados mais legais da TV que tem 24 episódios e merece ser conferido. É com o Hank Azaria, que faz várias vozes de Os Simpsons. 

Ouvindo: Mates Of State – You Are Free

Começou o debate dos candidatos à prefeitura de São Paulo. Vou lá assistir. Mas fiquei bem triste que uma série de candidatos pequenos não vão participar. São eles: Anaí Caproni (do simpático Partido da Causa Operária, e que em meados de 2000, fazia sua propaganda vestida de carteira), Levy Fidelix (o cara mais focado de toda a História, com seu imbatível aerotrem) e Edmilson Costa (o cara que quer uma “São Paulo Camarada”, ou seja, uma cidade comunista). 
Agora me diga, é justo toda a comédia ficar por conta de Paulo Maluf? Devia ter um debate só com esses candidatos que não chegam a 1% nas pesquisas, tipo uma série B, ou um sub-pontuação. Aí ia ser bem legal! E já que as opiniões deles não valem muita coisa mesmo, quem sabe poderiam fazer perguntas até mais divertidas, tipo “o que você faria se só te faltasse esse dia?”

Fikdik: Uma dica muito útil: Faça curvas fechadas com os pés. Ajuda e muito na ultrapassagem de pessoas lerdas em lugares estreitos.

Ouvindo: O debate, ué.